Auto-confiança, coisa que falta a muita boa gente…

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… e que outros têm para dar e vender!

Li no Expresso Online que Sócrates disse, hoje, no Porto:

“Está para nascer um primeiro-ministro que faça melhor no défice do que eu”.

Não vou comentar o conteúdo desta frase, pois, apesar de ser de grande pertinência, admito que não tenho conhecimentos detalhados que me permitam construir grandes teses sobre o tema. E não estou com grande vontade de ir ao Google pesquisar sobre o comportamento do défice desde que existem primeiros-ministros em Portugal …

Não resisto, é a sublinhar a auto-confiança deste homem.

Tive foi vontade de ir ao Google pesquisar imagens relacionadas com a palavra "auto-confiança" e achei esta...foleira, mas engraçadita e não desajustada de todo...

Carteirista Frustrado

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Imaginem o que é acordar e ver a seguinte mensagem: “Olá Sara! Entregaram-me a tua carteira há bocado, estava no chão. Não te preocupes.”

Bem, eu pensei se ainda não estaria a dormir e se aquilo não seria um sonho.
Saí da cama a correr e fui num instante ao meu saco e, sim, confirmava-se, faltava a minha carteira.

Encontrei-me com a Ana e ela explicou-me que como a viram com o casaco do curso, perguntaram se não conhecia a rapariga da fotografia. Era a do meu cartão da faculdade.

E eu que me portei tão bem no S. João. Não bebi. Até nem fui muito tarde para casa…

No fim de tudo isto, não posso mais dizer que tenho azar. Vejamos bem, qual é a probabilidade de tal acontecer?



Tenho que agradecer ao carteirista por não se passar e não mandar a carteira ao rio, ao grupo de pessoas simpáticas que encontraram a minha carteira e à Ana que ma deu em mãos.
É para os carteiristas de meia tigela aprenderem: NUNCA MAIS TIREM A CARTEIRA A UM ESTUDANTE! Ou pelo menos a um que só a tem para enfeitar, porque o dinheiro anda quase sempre nos bolsos, por ser mais prático de tirar.


Bem feito.

À procura de uma desculpa qualquer para escrever

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Apesar de estarmos numa fase complicada do semestre e eu estar, como hei-de dizer, “atolada” de trabalhos para fazer, num domingo que posso dizer que tenho por minha total conta, acordo e não me apetece fazer nada disso…nada de concreto. Olho para o meu quarto, desarrumado, o que não estava ontem, antes de chegar a casa. Chego eu e deixo pelo chão as roupas, os livros, a cama por fazer. Chego eu e tiro a ordem que durante cinco dias a minha mãe tão carinhosamente construiu no meu quarto. Devia mudar, mas já sei que não consigo. Já tentei e depressa cheguei à conclusão que não conseguia.
As pessoas que conseguem mudar os seus feitios ou pequenas partes dos seus modos de ser são umas sortudas. Digo isto porque antes de mais nada, se mudaram é porque queriam mudar. E depois do querer vem o conseguir, o que eu, sinceramente, acho ser o mais difícil. Querer, podemos querer muita coisa, mas conseguir… gostava de conseguir limar pequenas falhas minhas, não para ser melhor pessoa, mas para conseguir conviver melhor comigo mesma. Egoísta!
O arrependimento é dos piores sentimentos que existem. Saber que não se pode voltar atrás para reparar um erro, para fazermos diferente… é como se nos roubassem um pouco da nossa vida. É como se o livre-arbítrio não fosse para nada, se acabamos sempre por errar.
Mas não. As lições que melhor se aprendem são as que vêm depois de se ter errado. É ao experimentar que sabemos se levamos uma peça de roupa ou não. O Erro e o Sucesso são quem nos traça o nosso rasto. Cabe-nos saber mudar de direcção nas alturas certas e prosseguirmos em frente, sem esquecer o que fizemos para trás.


Morning Theft (Live) - Jeff Buckley

Aos domingos as coisas parecem-me sempre mais calmas e claras.

Quando já não se tem 12 anos

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Dizia-me, há meses, a minha irmã de 12 anos que estava apaixonada, pela pessoa mais bonita do mundo. Era uma daquelas paixonetas platónicas, por um cantor. Tinha as músicas, tinha os posters... o que não tinha?
Hoje, encontrei, num canto de uma gaveta do meu quarto, perdida, uma folha em que estavam escritos, pela letra da minha irmã, o nome dela mais o nome daquele tal cantor arrasa corações. Peguei naquele pedaço de papel e, como criança deliciada, fui confrontar-lhe com aquilo, à espera que ela ficasse envergonhada e que desatasse aos gritos. Como todas as meninas fazem. Pois bem, a senhora Rita surpreendeu-me. Não fez nada! Pior, olhou com indiferença aquelas letras escritas a cor-de-rosa e a vermelho e disse: “ah, isso…”.
Não era o que eu estava à espera. De forma alguma. Ela virou-me as costas e continuou a fazer lá o que estava a fazer.

Não convencida, fui tirar satisfações. “Então tu não gostavas dele? Ele não era o mais lindo do mundo para ti?” Com a Rita mantenho aquela linguagem de crianças, até porque não me sei chegar a ela de outra forma, somos, como sempre fomos, crianças.
“ Já não gosto dele. Já passou”.

Não fiquei nada satisfeita. Primeiro, porque o meu plano para a deixar constrangida foi um fiasco e depois, porque, de repente, parecia que a Rita tinha crescido e eu me mantivera uma criança.

Criei um blogue

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Não é o meu primeiro. Será o último?
Bem, parece que estou a começar pelo fim…

Quando se deu o “bum” dos blogues, há 2 ou 3 anos atrás, eu não gostava nada deles. Dizia até que mais parecia uma pandemia de blogues. Achava estúpido as pessoas os terem, como espécies de diários.

Hoje, a minha opinião sobre os mesmos, já não é bem assim. Até porque, já deu para ver, criei um. Sim, continuo a achar que são uma pandemia, mas comecei a olhar para eles, como um sítio onde as pessoas vão colocando as suas crónicas. E eu gosto de crónicas. E gosto de ir aos blogues dos meus amigos e dos desconhecidos, ler um pouco sobre a sua vida transformada numa estória. Afinal de contas, a vida real é pano para muitos livros. Eu também gosto de escrever. Eu também tenho as minhas reflexões. Pois bem, vou começar a deixá-las aqui, nem que seja para um desconhecido qualquer ler e, se não concordar com o que eu digo, discordar completamente.