Parabéns André

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Parabéns Avô

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Não queria deixar passar o dia, para te dar os parabéns. Na verdade, bastou pensar que a seguir ao dia 25, chegava, inevitavelmente, o dia 26, para me lembrar dos teus anos. Como te digo sempre, vales por 1000 avôs. Tu sempre me ensinas tantas coisas. Aquelas tuas frases sábias repetem-se vezes e vezes, nos meus dias. Às vezes vêm ao final do dia, quando o sol começa a se pôr. Outras vezes, vêm do nada, sem eu ter que as procurar. Em todas elas tens aquele tom de voz. Admiro-te tanto, Vô. Sempre te admirei.

Quando a minha mãe levava-me à tua casa, quando eu era pequena, dava logo dois beijinhos a ti e outros dois à Vó. Quando almoçávamos juntos, ocupava o lugar da Vó e ficava eu ao teu lado. Quando terminávamos a refeição, tu contavas-me as tuas histórias, de quando começaste a trabalhar, de quando tomavas conta dos teus irmãos mais novos, de quando foste para a guerra, de como desapareceram miraculosamente os cravos que tinhas nas mãos que teimavam em deixá-las, às vezes, cheias de sangue… mas eram aquelas frases que punhas no meio das tuas histórias, que mais me acompanham, sabes? E tenho exactamente gravado o modo como as dizias, a ênfase que davas a certas palavras, sem querer. Não te preocupes, Vô, que hoje, mais do que nunca, as tuas palavras me acompanham. Eu sou hoje, como sempre fui, a tua Sarinha. Sabes, já não há ninguém como tu, hoje em dia. Por isso te admiro tanto. Pelos teus valores, pela tua coragem, pelo teu coração bom.

Oh, Vô… eu acredito. Juro-te que acredito. Que me ouves. Não posso, nem quero não acreditar! Os teus pequenos gestos… são tão grandes para mim, Vô. Eu sei que tu sabes. Que te amo muito! Que te amo tanto… E quando dizemos adeus, vou-te contar, Vô… que eu faço de propósito uma coisa… sempre que temos de dizer, “Xau! Até amanhã!”, eu logo a seguir sorriu para ti, só para olhares para mim com o olhar mais doce que eu conheço no mundo! Confesso.

Por isso, vou já ter contigo, só para me mostrares o teu pequeno quintalzinho. Vais-me mostrar os feijões, as couves, os tomates, e de certeza, um novo legume que vais ver se se dá bem com a terra. Vou comer uma sandes de mortadela de azeitona, que vais comprar só porque sabes que gosto. Prometo-te que faço gelado de bolacha e levo para ti! E prometo-te que não vai acontecer como o último, que não me correu tão bem como o costume. Foi sem querer. Desculpa. Não sei o que correu mal na receita. Devia ter posto mais açúcar. Ou batido melhor as natas. Eu só sei, porque comentaste com a avó que este último não estava tão bom como os outros, mas pediste-lhe muito para que ela não me dissesse, mas ela lá acabou por me contar e pedir, por sua vez, que não te dissesse nada. É o que faz gostarmos muito uns dos outros, não queremos magoar ninguém.

A vida ensina-nos muita coisa, mas há uma forma de ensinar pior do que todas as outras. Eu tomei a minha lição. Só espero e faço todos os dias por não a negligenciar.


Hoje e amanhã não precisam de ser dois dias tristes…

Os impérios dos nossos dias

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Li, algures, um cibernauta usar a expressão “O Império Google”, a propósito do serviço de Street View, disponibilizado por este tão nosso familiar motor de busca. O Street View é um serviço excepcional para um turista, ou para qualquer pessoa que o mais próximo de conhecer certas cidades será utilizar esse mesmo serviço. Faz-se, assim, uma viagem a 3D, sem se sair da cadeira.

Mas, nestes últimos dias, é só polémicas para o lado da empresa Google. É a Suíça que lhe exige que retire o serviço Street View que a abrange, reclamando a defesa da privacidade dos seus habitantes. É a Microsoft, Yahoo e Amazon que querem fazer face ao Google Books.

Ao ler “O Império Google” veio-me à cabeça o Império Romano, o Império de Napoleão…esses verdadeiros e grandes impérios! Pensando bem, a arma mais poderosa dos nossos dias é a informação, coisa que a Google tem vindo a dar e a vender (mais a dar do que vender, se repararmos, todos podemos fazer o download do Google earth, recorrer ao Google maps sem qualquer restrição…e por aí adiante). Com a arma “informação”, e com o meio “WWW”, os conquistados por este poderoso império somos todos nós. Os cibernautas que usam o Google e os seus serviços são as províncias deste vasto império moderno.









Auto-confiança, coisa que falta a muita boa gente…

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… e que outros têm para dar e vender!

Li no Expresso Online que Sócrates disse, hoje, no Porto:

“Está para nascer um primeiro-ministro que faça melhor no défice do que eu”.

Não vou comentar o conteúdo desta frase, pois, apesar de ser de grande pertinência, admito que não tenho conhecimentos detalhados que me permitam construir grandes teses sobre o tema. E não estou com grande vontade de ir ao Google pesquisar sobre o comportamento do défice desde que existem primeiros-ministros em Portugal …

Não resisto, é a sublinhar a auto-confiança deste homem.

Tive foi vontade de ir ao Google pesquisar imagens relacionadas com a palavra "auto-confiança" e achei esta...foleira, mas engraçadita e não desajustada de todo...

Carteirista Frustrado

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Imaginem o que é acordar e ver a seguinte mensagem: “Olá Sara! Entregaram-me a tua carteira há bocado, estava no chão. Não te preocupes.”

Bem, eu pensei se ainda não estaria a dormir e se aquilo não seria um sonho.
Saí da cama a correr e fui num instante ao meu saco e, sim, confirmava-se, faltava a minha carteira.

Encontrei-me com a Ana e ela explicou-me que como a viram com o casaco do curso, perguntaram se não conhecia a rapariga da fotografia. Era a do meu cartão da faculdade.

E eu que me portei tão bem no S. João. Não bebi. Até nem fui muito tarde para casa…

No fim de tudo isto, não posso mais dizer que tenho azar. Vejamos bem, qual é a probabilidade de tal acontecer?



Tenho que agradecer ao carteirista por não se passar e não mandar a carteira ao rio, ao grupo de pessoas simpáticas que encontraram a minha carteira e à Ana que ma deu em mãos.
É para os carteiristas de meia tigela aprenderem: NUNCA MAIS TIREM A CARTEIRA A UM ESTUDANTE! Ou pelo menos a um que só a tem para enfeitar, porque o dinheiro anda quase sempre nos bolsos, por ser mais prático de tirar.


Bem feito.

À procura de uma desculpa qualquer para escrever

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Apesar de estarmos numa fase complicada do semestre e eu estar, como hei-de dizer, “atolada” de trabalhos para fazer, num domingo que posso dizer que tenho por minha total conta, acordo e não me apetece fazer nada disso…nada de concreto. Olho para o meu quarto, desarrumado, o que não estava ontem, antes de chegar a casa. Chego eu e deixo pelo chão as roupas, os livros, a cama por fazer. Chego eu e tiro a ordem que durante cinco dias a minha mãe tão carinhosamente construiu no meu quarto. Devia mudar, mas já sei que não consigo. Já tentei e depressa cheguei à conclusão que não conseguia.
As pessoas que conseguem mudar os seus feitios ou pequenas partes dos seus modos de ser são umas sortudas. Digo isto porque antes de mais nada, se mudaram é porque queriam mudar. E depois do querer vem o conseguir, o que eu, sinceramente, acho ser o mais difícil. Querer, podemos querer muita coisa, mas conseguir… gostava de conseguir limar pequenas falhas minhas, não para ser melhor pessoa, mas para conseguir conviver melhor comigo mesma. Egoísta!
O arrependimento é dos piores sentimentos que existem. Saber que não se pode voltar atrás para reparar um erro, para fazermos diferente… é como se nos roubassem um pouco da nossa vida. É como se o livre-arbítrio não fosse para nada, se acabamos sempre por errar.
Mas não. As lições que melhor se aprendem são as que vêm depois de se ter errado. É ao experimentar que sabemos se levamos uma peça de roupa ou não. O Erro e o Sucesso são quem nos traça o nosso rasto. Cabe-nos saber mudar de direcção nas alturas certas e prosseguirmos em frente, sem esquecer o que fizemos para trás.


Morning Theft (Live) - Jeff Buckley

Aos domingos as coisas parecem-me sempre mais calmas e claras.

Quando já não se tem 12 anos

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Dizia-me, há meses, a minha irmã de 12 anos que estava apaixonada, pela pessoa mais bonita do mundo. Era uma daquelas paixonetas platónicas, por um cantor. Tinha as músicas, tinha os posters... o que não tinha?
Hoje, encontrei, num canto de uma gaveta do meu quarto, perdida, uma folha em que estavam escritos, pela letra da minha irmã, o nome dela mais o nome daquele tal cantor arrasa corações. Peguei naquele pedaço de papel e, como criança deliciada, fui confrontar-lhe com aquilo, à espera que ela ficasse envergonhada e que desatasse aos gritos. Como todas as meninas fazem. Pois bem, a senhora Rita surpreendeu-me. Não fez nada! Pior, olhou com indiferença aquelas letras escritas a cor-de-rosa e a vermelho e disse: “ah, isso…”.
Não era o que eu estava à espera. De forma alguma. Ela virou-me as costas e continuou a fazer lá o que estava a fazer.

Não convencida, fui tirar satisfações. “Então tu não gostavas dele? Ele não era o mais lindo do mundo para ti?” Com a Rita mantenho aquela linguagem de crianças, até porque não me sei chegar a ela de outra forma, somos, como sempre fomos, crianças.
“ Já não gosto dele. Já passou”.

Não fiquei nada satisfeita. Primeiro, porque o meu plano para a deixar constrangida foi um fiasco e depois, porque, de repente, parecia que a Rita tinha crescido e eu me mantivera uma criança.